Agenda Econômica

Novo auxílio emergencial em R$ 300 ‘talvez seja o valor ideal’, diz Presidente da Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que o Congresso não poderá fazer “aquele jogo de poker que ficou da outra vez” e deverá, alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), determinar o valor do novo auxílio emergencial em R$ 300. 

“O ministro [da Economia], Paulo Guedes, falou em R$ 200 para o novo auxílio, e o presidente Bolsonaro anunciou R$ 300. E o que o presidente anuncia, o governo vai ter que arrumar um jeito de fazer, penso eu”, afirmou Lira em entrevista publicada hoje no jornal O Globo. 

“Talvez [R$ 300] seja o valor ideal na cabeça de todo mundo. E o Congresso vai ter que ter muita responsabilidade para não mexer nesse valor, para não ficar aquele jogo de poker que ficou da outra vez: ‘eu blefo e o outro paga’. Então saiu de R$ 200 para R$ 600”, continuou.

Ontem, Bolsonaro se reuniu com o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, essencial para o governo conseguir pagar novas parcelas do benefício. A tendência é que o novo auxílio emergencial seja pago em quatro parcelas entre R$ 200 e R$ 300. 

Além do valor das parcelas, o número de beneficiários do programa também cairia: segundo Guedes, dos cerca de 65 milhões que receberam o auxílio em 2020, agora, com o novo modelo, seriam pouco mais de 30 milhões.

No ano passado, o auxílio começou a ser pago em parcelas de R$ 600, depois reduzidas para R$ 300. Inicialmente, o plano do governo federal era de pagar parcelas de R$ 200, depois aumentadas pelo Congresso para R$ 500. Posteriormente, Bolsonaro elevou para o valor final de R$ 600.

Para Lira, se o auxílio tivesse sido de R$ 300, o benefício poderia ainda estar em vigor. “Deu um impulso muito forte na economia, deu um pouquinho de inflação em alimentos, comodities, essas coisas, que eu acho que é uma coisa pontual. Mas eu acho que R$ 300 seria um bom número para agora”, pontuou.