Auxílio Emergencial

Presidente do Senado descarta aumento no valor do auxílio emergencial para R$ 600

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), descartou nesta sexta-feira qualquer aumento no valor do auxílio emergencial, como pedem os governadores dos Estados, para compensar as medidas restritivas de distanciamento social. Ele falou sobre o assunto após fazer uma reunião virtual para ouvir as demandas dos executivos locais.

A ideia é que esses pedidos sejam levados por Pacheco ao comitê de crise “anti-covid”, que se reunirá na segunda-feira pela primeira vez. Pacheco disse que a situação fiscal não permite a reedição de um benefício de R$ 600, como aconteceu ano passado, e defendeu que o foco deve ser a vacinação.

“Temos que trabalhar com a realidade que temos no Brasil. Óbvio que gostaríamos de reeditar o valor passado, de R$ 600, mas não foi possível em razão da situação fiscal e do Orçamento”, disse. Nosso foco é a vacinação em larga escala, que vai fazer a roda da economia girar”, complementou.

Pacheco explicou que fez um compilado das ideias e pedidos dos governadores e que levará essas demandas para a reunião com o presidente Jair Bolsonaro. A questão do reajuste do auxílio emergencial não foi a única demanda econômica, no entanto.

“Eles reivindicam securitização, pagamento de precatórios, a questão de abetura de leitos, quem vai financiar. Sobre isso, tem um projeto interessante que o Senado vai dar seguimento, após a aprovação na Câmara, que é uma iniciativa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que pode financiar leitos de UTI”, citou. “Os governadores querem ajuda aos segmentos atingidos pela pandemia. Todas essas iniciativas já estão sendo trabalhadas, de alguma forma no Congresso. Há uma sensibilização do Congresso de ajuda, dentro do que pedem os governadores, a segmentos específicos”, explicou o presidente do Senado.

Além disso, os governadores pediram ajuda federal com a questão dos insumos necessários para o chamado “kit intubação”. “[Falaram da] questão dos insumos de sedação, que precisa ser resolvida imediatamente, da questão do oxigênio e dos leitos de UTI. Eles pediram a uniformização do Plano Nacional de Imunização para que haja igualdade em relação às faixas etárias de alcance da vacinação, para não haver desequilíbrio entre os Estados. Isso precisa ficar sob coordenação do Ministério da Saúde. A questão da centralização do fornecimento de vacinas e dos insumos por parte da União [também foi falada]. São reivindicações justas e básicas”, afirmou.

Outro pedido feito pelos chefes dos executivos locais foi uma coordenação da crise por parte do governo federal, que, segundo Pacheco, “precisa assumir essa coordenação política”. “Basicamente falaram da coordenação nacional, que de fato precisa existir através do presidente da República, que precisa assumir essa coordenação política. [Também] o credenciamento do ministro da Saúde, para que possa fazer essa coordenação técnica com base na ciência”, acrescentou Pacheco.

Por fim, o presidente do Senado ouviu cobranças dos governadores para que eles também possam participar ativamente das reuniões do comitê de crise. “Expliquei a natureza desse comitê, que não tem caráter nacional necessariamente. É um comitê federal que tem o presidente da República, o presidente do Senado, da Câmara e um representante do Judiciário, e busca a unificação entre os Poderes”, respondeu.

“[O comitê] é para identificar medidas que são tomadas de um lado e não terão amparo do outro. É fundamental que haja regularidade presencial pessoal do presidente para termos uma ideia comum de enfrentamento da pandemia e uma uniformização”, concluiu.

Fonte: Valor Investe