Auxílio Emergencial

Prorrogação do auxílio emergencial deve ser ‘prioridade’ do Congresso, diz deputado

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O deputado José Guimarães (PT-CE), líder da minoria na Câmara, protocolou na semana passada um projeto de lei que prorroga o pagamento do auxílio emergencial por mais quatro meses em 2021, com parcelas de R$ 600. Ele espera que o projeto seja votado logo na primeira sessão após a eleição do novo presidente da Casa.

“No Brasil, temos três prioridades para o início de fevereiro: o auxílio emergencial, a vacina e a reforma tributária. Esses três elementos deveriam centralizar as atividades do Parlamento”, afirmou Guimarães.

Com o avanço da pandemia e a aplicação de novas medidas restritivas em diversas capitais do país, como Manaus e Belo Horizonte, o parlamentar cobrou celeridade na apreciação do projeto. O deputado afirmou que a prorrogação do auxílio emergencial é fundamental para “salvar vidas” e garantir “segurança alimentar” às famílias.

“É para ser discutido e votado na segunda ou terceira sessão de fevereiro. A eleição da Câmara é no dia 1º. Nos dias 2 e 3, temos que imediatamente iniciar essa discussão”, afirmou.

Além disso, a distribuição desses recursos também foi crucial para evitar agravamento ainda maior das condições econômicas do país ao longo de 2020. Segundo Guimarães, em especial o comércio dos pequenos municípios sentiu as consequências da redução do valor do auxílio, que passou de R$ 600 para R$ 300 em outubro.

“É uma exigência do Brasil. O país não pode prescindir do auxílio emergencial. Só louco não entende que esse auxílio, além de ser uma emergência humana, é também uma emergência econômica”, afirmou Guimarães nesta quarta-feira (13).

Ele citou cálculo do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/ FGV), que projeta que o fim do auxílio emergencial deve empurrar 17 milhões de pessoas para a pobreza extrema.

 

Fonte: redebrasilatual