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Guedes fala que auxílio vai aterrissar em novo programa social

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (6/4) que o auxílio emergencial vai “aterrissar” em novos programas de assistência social e inclusão dos trabalhadores informais. Segundo ele, apesar de não ter conseguido chegar a um consenso sobre a forma de financiamento do Renda Brasil no ano passado, o governo deve lançar esses programas nos próximos três ou quatro meses.

“Nós desenhamos o auxílio emergencial como uma resposta para a pandemia, mas a ideia sempre foi ir removendo gradualmente e aterrissar em uma ferramenta diferente”, disse o ministro da Economia, em live com investidores estrangeiros promovida pelo Itaú Unibanco. Ele ressaltou, ainda, que esse novo programa social deve ser sustentável do ponto de vista fiscal e, por isso, será “cada vez mais focalizado”.

Segundo Guedes, a ideia é trabalhar em duas frentes com os brasileiros que vão receber o auxílio emergencial nos próximos quatro meses. De um lado, o governo deve implementar um programa de renda básica para os brasileiros mais vulneráveis, por meio do Ministério da Cidadania. E, do outro, incentivar a formalização dos trabalhadores informais.

“Eles eram invisíveis, mas agora temos todos eles identificados e podemos focar programas específicos neles”, comentou Guedes. Apesar de não ter conseguido avançar com essas ideias no passado, o ministro voltou a citar a Carteira de Trabalho Verde e Amarela e o Imposto de Renda Negativo como formas de inclusão desses trabalhadores. “O mercado informal vai trabalhar com esse tipo de programa muito em breve”, garantiu.

Já em relação à assistência social dos brasileiros mais vulneráveis, que não conseguem se sustentar por conta própria, a ideia do governo é melhorar a rede de assistência social. Guedes lembrou que esse novo programa social já está pronto, visto que o Executivo já ouviu diversos especialistas sobre o assunto, inclusive os criadores do Bolsa Família, para desenhar essa política.

Sem consenso

No ano passado, contudo, o governo não chegou a um consenso sobre a forma de financiamento do chamado Renda Brasil, pois o presidente Jair Bolsonaro não aceitou as propostas da equipe econômica, como a revisão do abono salarial e o fim das deduções de saúde e educação do Imposto de Renda. “O programa estava pronto, mas, politicamente, não foi considerado próprio naquele momento”, admitiu Guedes.

Ainda assim, o chefe da equipe econômica indicou que o novo ministro da Cidadania, João Roma Neto, vai trabalhar na reformulação da rede de assistência e anunciar o novo programa social do governo nos próximos três ou quatro meses. Isto é, logo após o fim da nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial, que começou nesta terça-feira e terá, ao todo, quatro parcelas de, em média, R$ 250.

João Roma Neto vem defendendo a reformulação do Bolsa Família após o auxílio emergencial, assim como o seu antecessor, Onyx Lorenzoni. Diante do impasse em torno do Renda Brasil, Onyx desenhou um novo formato para o Bolsa Família com os recursos já disponíveis no Orçamento para o programa. A ideia era incluir 300 mil famílias no programa e a elevar o valor do benefício de R$ 190 para R$ 200. Correio Braziliense